Quero ficar rico! Mas pra quê mesmo?

O que você faria sabendo que acabou de ganhar o seu primeiro milhão?

Você pensou em mais de uma coisa? Apenas uma? Ou se quer conseguiu pensar direito?

Estamos acostumados a atribuir toda a felicidade ao dinheiro e a tratá-lo como um fim e não um meio.

Conheço pessoas que possuem muitos bens e riquezas e continuo vendo as mesmas com aquela cara fechada, semblante caído.

Há também aquelas que possuem dinheiro mas não possuem bens. Não sabem administrar o próprio dinheiro. Do mesmo modo que ele chega, sai.

Talvez então a felicidade ou pelo menos a satisfação pessoal não esteja nas riquezas materiais.

Onde estará então?

Fábulas e caçadores de fortunas

Um executivo americano tirou férias e foi para uma pequena vila de pescadores no litoral do México, por ordens médicas. Sem conseguir voltar a dormir por causa de uma ligação urgente do escritório, na primeira manhã ele saiu para dar uma volta no píer, para esfriar a cabeça. Um pequeno barco com um único pescador atracava, e dentro do barco havia vários atuns robustos. O americano cumprimentou o mexicano pela qualidade dos peixes.“Quanto tempo levou para pescá-los?”, perguntou o americano.

“Apenas um pouquinho”, o mexicano respondeu em inglês surpreendentemente bom.

“Por que você não ficou mais tempo para pescar ainda mais peixes?”, o americano tornou a perguntar.

“Eu tenho o bastante para sustentar minha família e dar um pouco para os meus amigos”, disse o mexicano enquanto tirava os peixes do barco e os colocava em uma cesta.

“Mas… o que você faz com o resto do seu tempo?”

O mexicano olhou para ele e sorriu. “Eu acordo tarde, pesco um pouco, brinco com meus filhos, tiro uma sesta com minha esposa, Julia, e dou uma volta pela vila a noitinha, para beber vinho e tocar violão com meus amigos. Tenho uma vida completa e bastante cheia, senhor.”

O americano deu uma gargalhada e se empertigou. “Senhor, eu tenho um MBA em Harvard e posso ajudá-lo. Você deveria passar mais tempo pescando e, com os lucros maiores, comprar um barco maior. Em pouco tempo, você poderia comprar vários barcos com o aumento em seus rendimentos. Finalmente, poderá ter uma frota de barcos de pesca.”

Ele prosseguiu: “Em vez de vender sua pesca para um intermediário, poderia vender diretamente para os consumidores, finalmente abrindo sua própria fábrica de enlatados. Você controlaria a produção, o processamento e a distribuição. Teria que sair deste pequeno vilarejo de pescadores, é claro, e mudar-se para a Cidade do México, depois para Los Angeles e finalmente para Nova York, de onde poderia gerir seu império em expansão com a administração adequada”.

O pescador mexicano perguntou: “Mas, senhor, quanto tempo isso vai levar?”.

Rapidamente, o americano respondeu: “Quinze a 20 anos, 25 no máximo.”

“Mas e aí, senhor?”

O americano riu e respondeu: “Essa é a melhor parte. Quando for a hora certa, você poderá vender ações de sua empresa na bolsa e se tornar muito rico. Você poderia ganhar milhões”.

“Milhões, senhor? Mas e aí?”

“Aí você poderia se aposentar, mudar-se para um pequeno vilarejo na praia, onde você poderá acordar tarde, pescar um pouco, brincar com seus filhos, tirar a sesta com sua esposa e passear na vila à noitinha para beber vinho e tocar violão com seus amigos…”

Retirado do ótimo livro de Timothy Ferris, Trabalhe 4 Horas por Semana.

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Então você acabou de receber uma fortuna em suas mãos? E agora o que fazer?

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O desejo de riqueza consome a cada dia mais homens e mulheres ao redor do mundo. O sentimento de estar onde quiser, comprar o que quiser e viver da forma que bem entender inunda os corações de milhões e milhões de pessoas.

O que fica bem claro nesta fábula de Tim Ferris é o perigo que todos nós corremos de querer fortuna e riquezas sem um objetivo.

A resposta a se buscar dia após dia é a da seguinte pergunta “Qual o meu objetivo de vida?”.

Já parou pra pensar nisso? Qual a sua missão neste curto prazo de tempo aqui na terra? Veio pra cá fazer o que? Ficar rico? Só isso?

Aposto que 8 em cada 10 pessoas não conseguem responder a essa pergunta rapidamente ou responderão com mil ideias do que quer da vida.

O objetivo de vida é o que nos faz levantar da cama todos os dias e dar significado para aquilo que estamos fazendo.

Quando um objetivo de vida é definido outras questões passam a ser respondidas, como por exemplo “A forma como trato as pessoas ao meu redor contribui para que eu alcance o meu objetivo?”, “A forma como me comporto contribui para o meu objetivo?”, “Toda cultura e educação que tenho ajudam a concluir o objetivo que tracei para mim?”, “O que estou fazendo agora está contribuindo  com meu objetivo?”.

Responder a estas questões nos ajuda a conhecer a nós mesmos e a dizer não para tudo aquilo que não queremos, pois agora sabemos o que queremos e o motivo.

O tempo. Algo que não descobrimos como parar.

Muitos dizem por ai que tempo é dinheiro. Pois eu digo que tempo é vida.

A cada segundo que se passa é um pouco menos de vida para todos nós. Por isso cada unidade de medida de tempo que se passa deve ser bem utilizada de modo que a nossa missão como seres humanos seja concluída.

Por favor, não mate o tempo!

Então, quero ficar rico, mas preciso entender primeiro o que realmente é ser rico.

Como me vejo rico em 5, 10, 20 anos. Onde estarei, com que pessoas estarei, quais roupas estarei usando e principalmente…estarei feliz?

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É preciso ter objetivo. É preciso ter um ponto para olhar, um caminho para seguir.

Só então fica fácil entender que ficar rico não é o objetivo, mas talvez, quem sabe, apenas um meio de alcançá-lo.

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Alexander Lima

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Coach e Desenvolvedor de Software
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