O fim da neutralidade na internet e como isso afeta você

No dia 14/12/2017, a Comissão Federal de Comunicação dos Estados Unidos, ou apenas FCC, decidiu pelo fim da neutralidade na internet.

O órgão americano resolveu deixar de classificar a internet banda larga como serviço de utilidade pública no país. As operadoras, no entanto, só poderão limitar acesso do usuário dentro de, pelo menos, 60 dias, dependendo da data da publicação oficial da nova norma no Registro Federal, o que só deve ocorrer em 15 dias.

Além de manter você informado, entendo que é importante analisarmos como isso pode afetar o Brasil, já que a decisão foi nos Estados Unidos, e principalmente como isso pode afetar o seu acesso à Internet, meu amigo e minha amiga.

Por isso, continue lendo este artigo para não ficar de fora desse assunto e também para que possa formar a sua própria opinião sobre o mesmo.

O que é essa “Neutralidade na Internet”

Neste exato momento, enquanto escrevo este post, o Grêmio enfrenta o Real Madrid pela final do Mundial de Clubes. Se você não é torcedor do Grêmio e nem do Real Madrid, ou ainda, não torce para o Internacional, nem Barcelona, e nem é o “pachecão” do Galvão Bueno para ficar torcendo para time brasileiro, creio que para você, assim como eu, tanto faz, como tanto fez o resultado desse jogo.

Você não defende nenhum dos lados, você não está torcendo por ninguém. Até pode estar olhando para o jogo, mas não está vendo de fato, não interfere de forma alguma nele.

Você e eu, somos neste jogo, o que podemos chamar de neutros.

Tudo que você acessa na internet chega até a você através de provedores ou operadoras de internet.

Se você está em casa agora, lendo este post em seu notebook, utilizando o seu Wifi, o seu provedor de internet é a empresa que você paga, geralmente todo mês, para ter a internet (muitas vezes, essas empresas também fornecem o sinal de TV e Telefone).

Agora, se você está lendo em seu smartphone, utilizando o seu 4G, o seu provedor é a sua operadora de telefonia.

Todo este texto, e os comentários que fizerem nele, vão passar pelos provedores de acesso de cada pessoa que o acessar. Estes provedores possuem acesso a esse conteúdo, porém eles devem ser neutros a todo e qualquer dado de informação que passe por eles.

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Eles não dizem se o conteúdo é bom, nem que é ruim. Não proíbem o acesso ou privilegiam o site A ou site B com mais velocidade.

Os provedores devem ser totalmente neutros, como eu sou no jogo do Grêmio com o Real Madrid.

As operadoras, por lei, não podem interferir, ou tomar parte, no conteúdo que chega aos usuários de internet.

Quem decide o que você acessa ou não é você, e todo ou qualquer site ou serviço devem chegar até você com a mesma qualidade e velocidade, sem discriminações ou privilégios.

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Como fica agora?

Com o fim da neutralidade na internet as operadoras passam a ter o poder de controlar aquilo que você vai ver e como vai ver na internet.

Elas não precisam mais serem neutras, sacou?

Será semelhante a uma TV por assinatura onde temos pacotes de canais. Um pacote tem canais mais básicos, outro tem canais de filmes, outro pacote, um pouco mais caro, tem canais esportivos, etc.

As operadoras poderão então controlar aquilo que vai chegar até você, assim como fazem as TVs por assinatura.

Por exemplo, elas podem fazer um pacote básico, com acesso apenas a redes sociais. Outro pacote com acesso ao Youtube, outro com acesso ao Netflix, e assim por diante.

Ou ainda, elas podem privilegiar o acesso de um determinado site ao e-mail que você enviou para alguém.

Some a isso ao controle de velocidade no seu acesso.

Se a operadora do seu vizinho tiver um acordo com a Netflix e a sua não, seu vizinho terá um acesso mais rápido e ainda de maior qualidade à gigante do streaming e você não.

Para ter acesso a todo conteúdo disponível na internet como temos hoje, teremos que pagar pelo pacote mais caro da operadora.

Tudo isso que citei são apenas exemplos e suposições. As operadoras é que ditarão as regras de como isso vai funcionar e o que elas vão disponibilizar.

Aqueles que defendem o fim da neutralidade, afirmam que assim poderão ter acesso a uma internet mais barata.

Por exemplo, se hoje você paga R$ 80,00 na sua internet, mas só acessa, praticamente, as redes sociais, poderia então assinar o pacote que só possua redes sociais, e então, passar a pagar, sei lá…uns R$ 30,00. Entendeu?

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Com a votação pelo fim da neutralidade de rede, que foi imposta em 2015 por Barack Obama, a banda larga fixa nos EUA volta a ser considerada um “serviço de informação”, enquanto a internet móvel é um “serviço de interconexão”. Dessa forma, elas podem ser vendidas pelas empresas conforme o interesse do mercado.

Aqui no Brasil também?

A neutralidade da rede está protegida por lei aqui no Brasil, segundo o artigo nono do Marco Civil da Internet: ”O responsável pela transmissão, comutação ou roteamento tem o dever de tratar de forma isonômica quaisquer pacotes de dados, sem distinção por conteúdo, origem e destino, serviço, terminal ou aplicação”.

Porém, não se engane, não estamos em um mar de rosas.

Está cada vez mais raro alguém aqui em nosso país não ter pelo menos um conta no Facebook ou Instagram, fazer pesquisas no Google, ver e até mesmo gerar renda com vídeos no Youtube ou assistir a uma série no Netflix.

Adivinha por onde todos essas plataformas de conteúdo passam?

Lá pelo tio Sam! (Ou seria tio Trump??)

Além disto, as operadoras aqui do Brasil devem aproveitar e usar a decisão da FCC para criar um ambiente favorável a fim de que se reverta o Marco Civíl por aqui.

Algo do tipo: “Ohhh Governo, os americanos estão fazendo isso lá. Temos que fazer aqui também!!! Isso vai reduzir os custos, aumentar empregos, blá, blá, blá, blá, blá… ”.

Não podemos esquecer, inclusive, que algum tempo atrás já tentaram limitar o nosso acesso, neste caso a quantidade de dados utilizados (semelhante aos planos de celulares), aqui no Brasil, e só não colou por que o povo se revoltou e o governo voltou atrás. Pegou a ideia??

Para as operadoras voltarem a tocar nesse assunto agora com o governo é questão de tempo.

Em fim…

O fim da neutralidade na internet poderá afetar sim, não só o Brasil, como todo o mundo. Pode ser o fim de toda liberdade de expressão e especialmente de acesso ao conhecimento e melhor educação, que a internet conquistou até hoje.

Ok? Talvez eu esteja dramático demais. Talvez não será o fim de toda a liberdade de expressão e acesso a informação.

Não será o fim…mas pode ficar beeeeeeeeeeeeem mais caro.

Segue alguns links para você se aprofundar mais no assunto e poder formar melhor uma opinião.

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E ai!? Qual a sua opinião? O fim da neutralidade na rede pode ser bom ou não?

Vamos debater o assunto nos comentários?

Um foooorte abraço!

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Alexander Lima

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